Assisti esse filme despretenciosamente, e devo dizer, me surpreendi.
Pra começar o anti-herói é chamado durante todo o filme de Driver, o filme lembra o estilo Tarantino de apresentar os personagens, uma legenda aparecendo ao lado do rosto em alguma cena, normalmente na primeira aparição.
Com uma ótima fotografia, o filme segue a história de Driver, recém saído da prisão na qual estava condenado a dez anos por roubo, ele inicia uma vingança contra os homens que mataram seu irmão, o filme tem uma narrativa rápida porém empolgante do começo ao fim.
Porém não pense que trata-se de um filme contendo apenas tiros pra todo lado e muito sangue esguichando nas paredes, estou falando de um filme com muito mais profundidade. Durante o filme, entre uma morte e outra, o filme vai apresentando em pequenos flashbacks a história de Driver e ainda acha espaço para mostrar a vida de Cop, um policial com um passado um tanto obscuro, apresentado de forma subjetiva em diálogos bem construídos, e, mostrar os dilemas do egocentrico Killer, um assassino que está sempre em busca de novos desafios e que foi contratado por um homem misterioso para deter o nosso veloz vingador.
Com esse filme The Rock mostra que realmente nasceu com um pé do lado de lá da telona e faz muito bem o papel de homem sem passado em busca de vingança a sangue frio que depois de cada serviço enfrenta crises de consciencia.
O jovem e não tão conhecido ator Oliver Jackson-Cohen se apresenta de maneira incrivel na pele do assassino que gosta de viver intensamente e tem que se dividir entre a namorada e posterior esposa e seu perigoso trabalho.
Mas sem dúvida, quem acaba por roubar a cena é Billy Bob Thornton ao representar um policial prestes a se aposentar, viciado em drogas e mal visto por boa parte da corporação, que tem que resolver o caso dos assassinatos e ainda arrumar tempo para cuidar do filho. Mesmo sendo meio clichê, esse dilema familiar foi bem explorado no filme, levando o espectador a torcer pelo policial em alguns momentos.
O filme tem um desfecho rápido e triplamente surpreendente, na minha opinião poderá agradar qualquer tipo de público, quem gosta de ação terá boas doses de balas voando para todos os lados, quem gosta de drama terá bons momentos de conversas bem elaboradas e atuações comoventes e quem gosta de filmes com uma trama cheia de reviravoltas sairá pulando de alegria. O filme não tem cenas de humor, mas não se fazem necessárias. Dou ao filme meu singelo 9,5 e recomendo que seja assistido juntamente com a família e os amigos.
http://www.descontraindo.com.br/2011/05/resenha-rapida-vinganca.html
Estudante:JAYANE BARROS
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Resenha crítica do filme Lembranças
Resenha crítica do filme- Lembranças
Aliar a imagem de Robert Pattison ao herói fajuto de Crepúsculo é uma injustiça das grandes. Em Lembranças ele consegue ir um pouco além, mesmo que algumas coisas precisem de ajuste, no que tange performance de desenvoltura.
Apesar de um pouco previsível, Lembranças faz um recorte interessante dentro da temática drama, abordando o cotidiano de uma família dilacerada pela perda do filho mais velho, depressivo, que se suicida e deixa mágoas e tristeza para os que aqui ficaram.Trazendo um elenco coadjuvante interessante, como Pierce Brosnan e Chris Cooper, Lembranças busca uma solução final surpresa, reforçando o caráter lacrimejante da narrativa.
Eis a sinopse oficial: Tyler Roth (Robert Pattison, em performance mediana) é um jovem rebelde de Nova York, que tem uma relação tensa com seu pai, interpretado por Pierce Brosnan (Mamma Mia), desde que uma terrível tragédia separou sua família. Tyler não acredita que alguém no mundo poderia entender o que ele sente até o dia em que conhece Ally, interpretada por Emilie de Ravin (Inimigos Públicos) através de uma reviravolta incomum do destino.
Com 128 minutos de duração, e direção de Allen Couter, o argumento de Lembranças é descaradamente projetado para capitalizar no sucesso de Robert Pattison na Saga Crepúsculo. O drama de Ally, que também é ponto alto da narrativa, fica apenas como pano de fundo. A cidade de Nova York é o espaço da narrativa, que ainda toca de leve em questões como buylling e terrorismo. Elenco: Robert Pattinson, Emilie De Ravin, Pierce Brosnan, Chris Cooper, Lena Olin, Peyton List.
Direção: Allen Coulter
Gênero: Drama/Romance
Duração: 128 min.
Distribuidora: Paris Filmes
Estreia: 12 de Março de 2010
http://www.cinepop.com.br/filmes/rememberme.php
Estudante:Aline Cristina da silva
Resenha crítica sobre o filme"A grande família"
CRÍTICA - A GRANDE FAMÍLIA: Filmes baseados em séries Televisivas não são decepcionantes, principalmente se já possuem qualidade como é o caso da Grande Família. É como se você estivesse vendo a série - e isso será o pior que pode acontecer. Já notava melhorias no cenário carioca há algum tempo, enquanto acompanhava a saga dessa família pela televisão. Foram aprimoramentos em detalhezinhos que não me fizeram ter surpresas quanto à promoção do longa, embora tenha ficado surpresa com o aumento do volume dos seios de Marilda (Andréa Beltrão), uma atribuição que, diga-se de passagem, é considerável para a personagem.
A Grande Família, dirigido por Maurício Farias, pecou muito na abertura, porque a creditagem de cada episódio sempre foi de grande excelência em sua originalidade e tanto no começo quanto no fim somos surpreendidos com algo quase tosco. E da mesma forma, o roteiro em três versões para a mesma história tornou-se cansativo. Porém, conhecemos a maneira com que Lineu (Marco Nanini) conquista a mulher que seria a mãe de seus filhos. O personagem que sempre fez tudo certinho um dia passou a perna em alguém, no suposto acompanhante de baile de Nenê (Marieta Severo), conseguindo substituí-lo para o resto da vida. E eles continuam a freqüentar o mesmo baile até a comemoração dos 40 anos de namoro e até que a morte os possa separar ao mais-ou-menos ex-namorado (Paulo Betti) que ressurge no meio da vida do casal.
É de se considerar que a série sempre foi tipicamente carioca e tenho a teoria de que pessoas que não moraram ou visitaram o Rio de Janeiro nunca sentiram o que é se confrontar com um personagem como Agostinho Carrara (Pedro Cardoso). E ele é a melhor coisa do filme pela sua malandragem intrínseca. Desde o momento em que ele rouba um saco de biscoitos do supermercado até os conselhos que dá ao sogro para justificar uma suposta traição.
A escolha da música "Outra vez" de Roberto Carlos para os dois momentos de rompimento de Nenê e Lineu conseguiu dar um clima perfeito para a composição da cena, pois sem dúvidas o cantor combina com o ar um tanto kitch do cenário em que vive a Grande Família. Adoro a jarra em forma de abacaxi que é servida na casa de Nênê. E, tive a impressão de conseguir observar mais características dos espaços onde vivem e trabalham os personagens, embora não exista um momento que fique explícito o bairro da zona norte carioca. Os modelos de corte de cabelo colados na parede do salão de Marilda também foram bem pregados, porque isso é facilmente encontrado em muitos salões de beleza não tão nobres. Só faltou clientes com bobs enormes nos cabelos.
Título Original: A Grande Família - O filme
Gênero: Comédia
Duração: 104 min.
Ano: BR - 2006
Distribuidora: Europa Filmes e M.A. Marcondes
Direção: Maurício Farias
Roteiro: Guel Arraes e Claúdio Paiva
http://www.cranik.com/critica_agrandefamilia.htmlchttp://www.cranik.com/criticaA Grande Família, dirigido por Maurício Farias, pecou muito na abertura, porque a creditagem de cada episódio sempre foi de grande excelência em sua originalidade e tanto no começo quanto no fim somos surpreendidos com algo quase tosco. E da mesma forma, o roteiro em três versões para a mesma história tornou-se cansativo. Porém, conhecemos a maneira com que Lineu (Marco Nanini) conquista a mulher que seria a mãe de seus filhos. O personagem que sempre fez tudo certinho um dia passou a perna em alguém, no suposto acompanhante de baile de Nenê (Marieta Severo), conseguindo substituí-lo para o resto da vida. E eles continuam a freqüentar o mesmo baile até a comemoração dos 40 anos de namoro e até que a morte os possa separar ao mais-ou-menos ex-namorado (Paulo Betti) que ressurge no meio da vida do casal.
É de se considerar que a série sempre foi tipicamente carioca e tenho a teoria de que pessoas que não moraram ou visitaram o Rio de Janeiro nunca sentiram o que é se confrontar com um personagem como Agostinho Carrara (Pedro Cardoso). E ele é a melhor coisa do filme pela sua malandragem intrínseca. Desde o momento em que ele rouba um saco de biscoitos do supermercado até os conselhos que dá ao sogro para justificar uma suposta traição.
A escolha da música "Outra vez" de Roberto Carlos para os dois momentos de rompimento de Nenê e Lineu conseguiu dar um clima perfeito para a composição da cena, pois sem dúvidas o cantor combina com o ar um tanto kitch do cenário em que vive a Grande Família. Adoro a jarra em forma de abacaxi que é servida na casa de Nênê. E, tive a impressão de conseguir observar mais características dos espaços onde vivem e trabalham os personagens, embora não exista um momento que fique explícito o bairro da zona norte carioca. Os modelos de corte de cabelo colados na parede do salão de Marilda também foram bem pregados, porque isso é facilmente encontrado em muitos salões de beleza não tão nobres. Só faltou clientes com bobs enormes nos cabelos.
Título Original: A Grande Família - O filme
Gênero: Comédia
Duração: 104 min.
Ano: BR - 2006
Distribuidora: Europa Filmes e M.A. Marcondes
Direção: Maurício Farias
Roteiro: Guel Arraes e Claúdio Paiva
Estudante: RAYANE DYELLE
Resenha Critica do filme:Ps Eu Te Amo
Todos dizem que um filme de drama deve fazer as pessoas da platéia chorar, se comoverem com a historia apresentada e entrarem no papel dos personagens principais, sofrendo junto com eles. Porém, há tempos, não vejo um filme que tem esse grande efeito na platéia, quanto P.S. Eu Te Amo.
Hillary Swank está desta vez dividindo a tela, com ninguém menos que Gerard Butler, ou como ficou mais conhecido, o rei Leônidas de 300 de Esparta, que emplaca logo de frente o marido de Holly (Hillary), Gerry (Gerard) é bonito, divertido, inteligente e galanteador, em outros detalhes, o homem ideal que toda mulher pediu na vida, só que esse grande amor acaba tendo um começo trágico, porque Gerry deixa Holly, antes do titulo do filme aparecer na tela. Ai sim no melhor estilo Françoi Orson, o diretor Richard LaGravenese, conta toda a historia desse jovem casal através de cartas que Gerry deixou para Holly, incentivando-a a continuar a viver mesmo depois da morte dele.
Uma coisa deixa-se claro, Holly era uma garota mimada por Gerry e totalmente dependente dele e como bom homem apaixonado, fazia todas as vontades de sua amada, foi pensando nesse fato que mesmo depois da morte Gerry deixou cartas escritas para Holy, assinadas no final após o nome dele P.S. Eu Te Amo.
Para muitos parece mórbido, mais a forma como o diretor colocou os papeis de cada personagem na historia, facilitou muito o dissolver e desenrolar da trama. A postura solitária e turrona da mãe, a admiração pela viúva que Daniel mantém, a vida afetiva das duas melhores amigas caminhando á bons ventos e Holly se sentindo estagnada pela morte de Gerry e as cartas que tentam cada vez mais empurrar Holly novamente para a vida, mesmo ela não querendo.
A atuação de Hillary Swany não está das melhores, apesar do filme ser excelente e estar muito bem amarrado entre fotos, trilha sonora e figurino, Hillary não vende a imagem de mulher sofrida ou até mesmo de mulher apaixonada, pode ser algum problema comigo, mais sempre que a vejo, não consigo ver nada além da substituta de Daniel San em Karatê Kid 4 ou a boxiadora de Menina de Ouro. O filme é totalmente levado pelo falecido Gerry que se faz presente ao pé do ouvido da garota em todas as vezes que suas cartas são lidas.
É um excelente filme, muito bem dirigido, com uma grande influência do cinema francês, que fica perceptível para olhos treinados e uma trilha sonora de encher os ouvidos, é um filme para ser degustado com todos os sentidos e para muitos como eu vi na sala, degustado com o coração.
Ficha Técnica:
Título Original: P.S., I Love You
País: EUA
Gênero: Comédia/Drama
Duração: 123 min.
Ano: 2007
Distribuidora: Paris Filmes
Direção: Richard LaGravenese
Aluna:Camila Gonçalves
Hillary Swank está desta vez dividindo a tela, com ninguém menos que Gerard Butler, ou como ficou mais conhecido, o rei Leônidas de 300 de Esparta, que emplaca logo de frente o marido de Holly (Hillary), Gerry (Gerard) é bonito, divertido, inteligente e galanteador, em outros detalhes, o homem ideal que toda mulher pediu na vida, só que esse grande amor acaba tendo um começo trágico, porque Gerry deixa Holly, antes do titulo do filme aparecer na tela. Ai sim no melhor estilo Françoi Orson, o diretor Richard LaGravenese, conta toda a historia desse jovem casal através de cartas que Gerry deixou para Holly, incentivando-a a continuar a viver mesmo depois da morte dele.
Uma coisa deixa-se claro, Holly era uma garota mimada por Gerry e totalmente dependente dele e como bom homem apaixonado, fazia todas as vontades de sua amada, foi pensando nesse fato que mesmo depois da morte Gerry deixou cartas escritas para Holy, assinadas no final após o nome dele P.S. Eu Te Amo.
Para muitos parece mórbido, mais a forma como o diretor colocou os papeis de cada personagem na historia, facilitou muito o dissolver e desenrolar da trama. A postura solitária e turrona da mãe, a admiração pela viúva que Daniel mantém, a vida afetiva das duas melhores amigas caminhando á bons ventos e Holly se sentindo estagnada pela morte de Gerry e as cartas que tentam cada vez mais empurrar Holly novamente para a vida, mesmo ela não querendo.
A atuação de Hillary Swany não está das melhores, apesar do filme ser excelente e estar muito bem amarrado entre fotos, trilha sonora e figurino, Hillary não vende a imagem de mulher sofrida ou até mesmo de mulher apaixonada, pode ser algum problema comigo, mais sempre que a vejo, não consigo ver nada além da substituta de Daniel San em Karatê Kid 4 ou a boxiadora de Menina de Ouro. O filme é totalmente levado pelo falecido Gerry que se faz presente ao pé do ouvido da garota em todas as vezes que suas cartas são lidas.
É um excelente filme, muito bem dirigido, com uma grande influência do cinema francês, que fica perceptível para olhos treinados e uma trilha sonora de encher os ouvidos, é um filme para ser degustado com todos os sentidos e para muitos como eu vi na sala, degustado com o coração.
Ficha Técnica:
Título Original: P.S., I Love You
País: EUA
Gênero: Comédia/Drama
Duração: 123 min.
Ano: 2007
Distribuidora: Paris Filmes
Direção: Richard LaGravenese
Aluna:Camila Gonçalves
RESENHA CRITICA SOBRE O FILME''DÁLIA NEGRA''
CRÍTICA: DÁLIA NEGRA - Se seu amigo saiu do cinema reclamando de “Dália Negra”, ou até se você leu alguma crítica falando mal do mesmo, não leve em conta essas opiniões e vá agora para o cinema ver a mais nova obra de Brian de Palma, eu garanto, você não vai se decepcionar e vai concordar comigo quando sair do cinema achando que viu um dos filmes mais completos do ano.
“Dália Negra” é um exemplo de um filme onde todas partes se completam, um ótimo roteiro, uma direção de arte de cair o queixo, uma fotografia esplendorosa, atuações fortes e uma direção que desde já é um dos melhores trabalhos do cineasta.
Adaptado do livro de James Ellroy, o mesmo de “Los Angeles Cidade Proibida”, o filme conta a história dos policiais Dwight “Bucky” Bieichert (Josh Hartnett) e Leland “Lee” Blanchard (Aaron Eckhart) na Los Angeles do final dos anos 40, onde depois de uma luta de boxe “armada” para angariar fundos, se tornam parceiros e entram em uma espiral emocional quando ficam à frente da investigação do assassinato da aspirante à atriz Elizabeth Short, apelidada pelos jornais da época pelo nome que dá título ao filme.
Na verdade o assassinato em si serve apenas de pano de fundo para a verdadeira história do filme, que mostra o sargento “Lee” e sua mulher (Scarlet Johansson) tentando fugir de um misterioso passado, enquanto isso “Bucky” tentando não cair em tentação pela mulher do parceiro ainda dá de encontro com a fatal Madeleine Linscott (Hillary Swank) que está enfiada até o pescoço em toda trama do filme.
Escrito por Josh Friedman, o roteiro é hábil em manter toda essa trama encaixada sem em nenhum momento a torná-la repetitiva, nada de personagens explicando nada, piscou perdeu, e o melhor, consegue criar personagens que em todos momentos andam na corda bamba entre o bem e o mal, ao melhor estilo noir, nada é o que parece e o mocinho tem que passar por todo tipo de provação para sobreviver, não só fisicamente, mas muito mais psicologicamente, até o fim do filme.
Mas os grandes nomes do filme com certeza são: Dante Ferreti, Vilmos Zsigmond e Brian de Palma, são esses três que colocam você diretamente dentro de um filme noir ao melhor estilo.
Dante Ferreti, o designer de produção, que entre outros fez ótimos trabalhos em “Cassino” e “O Aviador”, consegue captar perfeitamente todo clima, tanto da época quanto dos filme dela, tudo parece o mais natural possível, sem forçar nada, isso contando que a maioria da filmagem foi feita na Bulgária, obrigando a criação de todo clima de Los Angeles de 1947.
E tudo em cena ganha mais vida com a fotografia do mestre Vilmos Zsigmond, que mais uma vez dá um show (“Contatos Imediatos de Terceiro grau” é outro de uma série imensa de acertos), optando por um estilo quase contrário ao noir e suas sombras com vida, ele cria uma atmosfera meio como um foto amarelada, velha, gasta e ao mesmo tempo faz tudo brilhar, principalmente a atriz Scarlet Johanson, que ganha tratamento de estrela de filme da época, com uma iluminação que parece a perseguir, tornando-a mais linda ainda, tudo isso sem o impedir de fazer sombras brotarem da tela e deixar o mistério tomar conta de alguns momentos chaves do filme.
E o que falar de Brian de Palma, para quem é fã, como eu, fica difícil comentar, o cineasta continua assinando cada tomada de seus filmes, a qualquer hora do filme você consegue enxergar que aquilo é um filme dele, quem conhece seus filmes vai reconhecer várias seqüências e enquadramentos, aquela divisão do foco nos dois planos, a corrida em slow-motion, nesse caso em uma escadaria também, o assassino saindo das sombras, tudo puramente de Palma
A impressão é que ele tenta criar o noir como ele seria hoje, não contemporâneo, mas bebendo na fonte dos mestres do gênero para mostrar o que eles fariam em filme atual, sempre se preocupando em criar um clima de mistério que vai se acumulando, até você não agüentar mais e pedir pelo amor de deus para mostrar um desfecho, deixando sempre aquela impressão de que o personagem não está contando tudo que sabe, com certeza um filme para se ver e rever diversas vezes.
Agora, se mesmo depois de todo lobby que eu fiz, você ainda quiser ir pelo pensamento do seu amigo que não gostou, ou pelo crítico que achou o filme ruim, azar o seu, se eu fosse você eu iria, e pensando bem, acho que vou.
Título Original: The Black Dahlia
Gênero: Suspense
Duração: 121 min.
Ano: 2006 - EUA/Alemanha
Distribuidoras: Universal Pictures/Imagem Filmes
Direção: Brian De Palma
Roteiro: Josh Friedman
http://www.cranik.com/dalianegra.html
ALUNO(A):Letícia alvino xavier
SERIE:1°''A''
“Dália Negra” é um exemplo de um filme onde todas partes se completam, um ótimo roteiro, uma direção de arte de cair o queixo, uma fotografia esplendorosa, atuações fortes e uma direção que desde já é um dos melhores trabalhos do cineasta.
Adaptado do livro de James Ellroy, o mesmo de “Los Angeles Cidade Proibida”, o filme conta a história dos policiais Dwight “Bucky” Bieichert (Josh Hartnett) e Leland “Lee” Blanchard (Aaron Eckhart) na Los Angeles do final dos anos 40, onde depois de uma luta de boxe “armada” para angariar fundos, se tornam parceiros e entram em uma espiral emocional quando ficam à frente da investigação do assassinato da aspirante à atriz Elizabeth Short, apelidada pelos jornais da época pelo nome que dá título ao filme.
Na verdade o assassinato em si serve apenas de pano de fundo para a verdadeira história do filme, que mostra o sargento “Lee” e sua mulher (Scarlet Johansson) tentando fugir de um misterioso passado, enquanto isso “Bucky” tentando não cair em tentação pela mulher do parceiro ainda dá de encontro com a fatal Madeleine Linscott (Hillary Swank) que está enfiada até o pescoço em toda trama do filme.
Escrito por Josh Friedman, o roteiro é hábil em manter toda essa trama encaixada sem em nenhum momento a torná-la repetitiva, nada de personagens explicando nada, piscou perdeu, e o melhor, consegue criar personagens que em todos momentos andam na corda bamba entre o bem e o mal, ao melhor estilo noir, nada é o que parece e o mocinho tem que passar por todo tipo de provação para sobreviver, não só fisicamente, mas muito mais psicologicamente, até o fim do filme.
Mas os grandes nomes do filme com certeza são: Dante Ferreti, Vilmos Zsigmond e Brian de Palma, são esses três que colocam você diretamente dentro de um filme noir ao melhor estilo.
Dante Ferreti, o designer de produção, que entre outros fez ótimos trabalhos em “Cassino” e “O Aviador”, consegue captar perfeitamente todo clima, tanto da época quanto dos filme dela, tudo parece o mais natural possível, sem forçar nada, isso contando que a maioria da filmagem foi feita na Bulgária, obrigando a criação de todo clima de Los Angeles de 1947.
E tudo em cena ganha mais vida com a fotografia do mestre Vilmos Zsigmond, que mais uma vez dá um show (“Contatos Imediatos de Terceiro grau” é outro de uma série imensa de acertos), optando por um estilo quase contrário ao noir e suas sombras com vida, ele cria uma atmosfera meio como um foto amarelada, velha, gasta e ao mesmo tempo faz tudo brilhar, principalmente a atriz Scarlet Johanson, que ganha tratamento de estrela de filme da época, com uma iluminação que parece a perseguir, tornando-a mais linda ainda, tudo isso sem o impedir de fazer sombras brotarem da tela e deixar o mistério tomar conta de alguns momentos chaves do filme.
E o que falar de Brian de Palma, para quem é fã, como eu, fica difícil comentar, o cineasta continua assinando cada tomada de seus filmes, a qualquer hora do filme você consegue enxergar que aquilo é um filme dele, quem conhece seus filmes vai reconhecer várias seqüências e enquadramentos, aquela divisão do foco nos dois planos, a corrida em slow-motion, nesse caso em uma escadaria também, o assassino saindo das sombras, tudo puramente de Palma
A impressão é que ele tenta criar o noir como ele seria hoje, não contemporâneo, mas bebendo na fonte dos mestres do gênero para mostrar o que eles fariam em filme atual, sempre se preocupando em criar um clima de mistério que vai se acumulando, até você não agüentar mais e pedir pelo amor de deus para mostrar um desfecho, deixando sempre aquela impressão de que o personagem não está contando tudo que sabe, com certeza um filme para se ver e rever diversas vezes.
Agora, se mesmo depois de todo lobby que eu fiz, você ainda quiser ir pelo pensamento do seu amigo que não gostou, ou pelo crítico que achou o filme ruim, azar o seu, se eu fosse você eu iria, e pensando bem, acho que vou.
Título Original: The Black Dahlia
Gênero: Suspense
Duração: 121 min.
Ano: 2006 - EUA/Alemanha
Distribuidoras: Universal Pictures/Imagem Filmes
Direção: Brian De Palma
Roteiro: Josh Friedman
http://www.cranik.com/dalianegra.html
ALUNO(A):Letícia alvino xavier
SERIE:1°''A''
Resenha Critica do livro: Marley e Eu
Relutei um bocado a assistir Marley e Eu, que estrela Owen Wilson e Jennifer Aniston nos papéis principais. Mas acabei me rendendo ao título – e adorando-o! Eu achava que este era mais um filme bobinho com piadas fáceis sobre um animal de estimação bonitinho que muda a vida de seus donos. E o tema é exatamente esse, só que de bobo o filme não tem nada. Ao contrário, é um filme ao mesmo tempo (muito) engraçado e tocante que valeu bem o tempo investido em assisti-lo. Esta é a filmagem do livro homônimo. Não o li, mas segundo as opiniões que ouvi também parece valer a pena.
Ano: 2008
Direção: David Frankel
Roteiro: Scott Frank e Don Roos, baseado em livro de John Grogan
Elenco: Owen Wilson, Jennifer Aniston, Eric Dane
Gênero: Comédia
Aluna:Sarah Jenypher
Filha Técnica
Título original: Marley &MeAno: 2008
Direção: David Frankel
Roteiro: Scott Frank e Don Roos, baseado em livro de John Grogan
Elenco: Owen Wilson, Jennifer Aniston, Eric Dane
Gênero: Comédia
Aluna:Sarah Jenypher
RESENHA CRÍTICA DO FILME''RESIDENT EVIL 3 A EXTINÇAO''
CRÍTICA - RESIDENT EVIL 3 - A EXTINÇÃO: Pegue uma pitada de “Mad Max” (qualquer umas das seqüências) e misture com bastante George A. Romero e seus zumbis, bata tudo por um tempo, deixe descansar por mais alguns minutos e o resultado vai ser um liquido distintamente divido entre uma nata e uma viscosidade nojenta e mal cheirosa. Agora, separe essa nata, jogue na lata de lixo mais funda, separe o resto (tenha certeza que não deixou nada de bom junto) e tente vender para alguém, se conseguir, ponha o nome de “Resident Evil: Extinção”.
Não, não é exagero, a segunda seqüência da adaptação dos vídeos games é uma porcaria, com um resultado totalmente assustador, mas de tão ruim. Nada no filme lembra o primeiro, e interessante exemplar da série, e o pior, fica até aquém do detestável segundo.
Com um fiapo de trama, escrito por Paul W. S. Anderson(que dirigiu o primeiro e roteirizou os dois também), se concentra em um planeta pós T-Virus (aquele que transforma todo mundo em zumbis) que foi consumido pelo deserto. A inescrupulosa Corporação Umbrella (que criou o vírus) agora tenta, ao mesmo tempo, achar uma cura, domesticar os mortos-vivos e recapturar a heroína e projeto cinetífico, ou andróide, ou para-normal, ou sei lá o que (coisa que não fica clara em nenhum dos três filmes) Alice (Milla Jovovich), que depois de vagar pelos confins dos Estados Unidos em sua moto se junta com o comboi de sobreviventes liderados por Clarie RedField (Ali Larter).
A teimosa repetição do erro, de descartar totalmente as tramas da série de jogos (que ficaram famosos também por uma trama cinematográfica) já começa afundando tudo, mas o que realmente o destrói é inabilidade de criar uma história que coubesse em um filme e se estruturasse como um.
O roteiro tem a pachorra de separar o filme por fases, sem se preocupar muito com uma seqüência lógica, nem narrativamente e muito menos temporal, todo mundo parece estar a poucos quilômetros de distancia, em alguns momentos até menos, como na chegada de Alice ao comboio, como se ali simplesmente fosse o começo de uma nova fase do game (nesse caso a segunda) e seu destino anterior fosse quase atrás de alguma duna de areia próxima.
Depois de um tutorial, mostrando as habilidades da personagem e criando a trama, a primeira fase mostra Alice em um posto de gasolina enfrentando os famoso dobermans zumbis, onde encontra ao melhor estilo survivor game (aquele onde o jogador tem que ir resolvendo quebra-cabeças ao mesmo tempo que sobrevivendo de monstros e criaturas) um caderninho com um mapa, logo depois salva o comboio dos corvos zumbis. A terceira fase em Las Vegas, o grupo de sobreviventes tem que se livrar dos zumbis em sí, para finalmente em uma quarta fase Alice entrar no complexo dos bandidos e enfrentar o grande chefão do jogo, tudo muito distinto, com inimigos e objetivos separados.
A verdade é que, nem para um jogo esse roteiro poderia ser usado, tamanha besteira. Além disso ainda, ao perceber que o que tinham em mãos não encheria um filme de 90 minutos apelam por enfiar goela abaixo do espectador seqüências sem a maior importância narrativa, dos cachorros zumbis (essa ao melhor estilo: os cães não podem faltar, por isso enfiem eles em algum lugar) ao personagem mordido que resolve esconder o machucado (coisa que já se tornou obrigatório em qualquer filme de zumbi), mas que, como não tinha importância na história, só serve para tomar uma bala na cabeça mais tarde.
Isso sem contar nas infinitas reuniões holográficas entre os chefões da Umbrella, que junto com as cenas do satélite na atmosfera terrestre e a computação gráfica apresentando o complexo (do jeito mais barato para a produção do filme) vão se repetindo sempre que possível, para ganhar mais um minutos.
A direção do experiente Russel Mulcahy (“Highlander” e “O Sombra”), também não ajuda, nesse caso, tenta impor uma apelo visual maior, já que a ausência de roteiro não o deixaria contar uma história, e fica longe de acertar na mosca.
A impressão que se tem é que, na tentativa de um apreço maior, Mulcahy resume tudo em slow motions e planos detalhes, sola de sapato sendo cortada (essa colado uma parte do vestido tendo o mesmo destino), o andar da personagem principal com a imagem ao nível do solo (além de qualquer outro movimento de Alice), isso sem esquecer de desacelerar qualquer luta ao máximo.
E os planos detalhes não acabam por aí, dá-lhe imagem fechada em um pote de moedas que caiu no chão, ou em um abajur afetado pela mesma gravidade (esses dois usados como susto, já que provavelmente os extras de zumbis deviam estar de folga), com espaço para uma ou outra maçaneta e algumas injeções de antivírus.
Em colaboração, ainda uma montagem confusa e uma fotografia que não se resolve com que luz iluminar a face da personagem principal, ora em close, de um modo plastificado (assim como as atuações), o resto das tomadas, esquecendo desse detalhe.
“Resident Evil: Extinção” pode até agradar a alguém que vai ao cinema para ver uma boa maquiagem (os zumbis lembram em muito os do clássico “Uma noite Alucinante”)e uma meia dúzia de ótimos efeitos especiais (como a explosão no final). Mas quem vai ao cinema com um pouco mais de vontade de ver um filme, vai sair reclamando, só não pode pedir o dinheiro do ingresso de volta, afinal, quem entrou já sabia o que poderia esperar (azar de quem entrar).
FICHA TÉCNICA:
Título Original: Resident Evil: Extinction
Gênero: Terror
Ano: EUA/Inglaterra/França/Alemanha/Austrália - 2007
Distribuidora: Columbia Pictures / Sony Pictures Entertainment
Direção: Russell Mulcahy
Roteiro: Paul W.S. Anderson
http://www.cranik.com/resident_evil3.html
ALUNO:Julio Cesar Cavalcanti da S.
Não, não é exagero, a segunda seqüência da adaptação dos vídeos games é uma porcaria, com um resultado totalmente assustador, mas de tão ruim. Nada no filme lembra o primeiro, e interessante exemplar da série, e o pior, fica até aquém do detestável segundo.
Com um fiapo de trama, escrito por Paul W. S. Anderson(que dirigiu o primeiro e roteirizou os dois também), se concentra em um planeta pós T-Virus (aquele que transforma todo mundo em zumbis) que foi consumido pelo deserto. A inescrupulosa Corporação Umbrella (que criou o vírus) agora tenta, ao mesmo tempo, achar uma cura, domesticar os mortos-vivos e recapturar a heroína e projeto cinetífico, ou andróide, ou para-normal, ou sei lá o que (coisa que não fica clara em nenhum dos três filmes) Alice (Milla Jovovich), que depois de vagar pelos confins dos Estados Unidos em sua moto se junta com o comboi de sobreviventes liderados por Clarie RedField (Ali Larter).
A teimosa repetição do erro, de descartar totalmente as tramas da série de jogos (que ficaram famosos também por uma trama cinematográfica) já começa afundando tudo, mas o que realmente o destrói é inabilidade de criar uma história que coubesse em um filme e se estruturasse como um.
O roteiro tem a pachorra de separar o filme por fases, sem se preocupar muito com uma seqüência lógica, nem narrativamente e muito menos temporal, todo mundo parece estar a poucos quilômetros de distancia, em alguns momentos até menos, como na chegada de Alice ao comboio, como se ali simplesmente fosse o começo de uma nova fase do game (nesse caso a segunda) e seu destino anterior fosse quase atrás de alguma duna de areia próxima.
Depois de um tutorial, mostrando as habilidades da personagem e criando a trama, a primeira fase mostra Alice em um posto de gasolina enfrentando os famoso dobermans zumbis, onde encontra ao melhor estilo survivor game (aquele onde o jogador tem que ir resolvendo quebra-cabeças ao mesmo tempo que sobrevivendo de monstros e criaturas) um caderninho com um mapa, logo depois salva o comboio dos corvos zumbis. A terceira fase em Las Vegas, o grupo de sobreviventes tem que se livrar dos zumbis em sí, para finalmente em uma quarta fase Alice entrar no complexo dos bandidos e enfrentar o grande chefão do jogo, tudo muito distinto, com inimigos e objetivos separados.
A verdade é que, nem para um jogo esse roteiro poderia ser usado, tamanha besteira. Além disso ainda, ao perceber que o que tinham em mãos não encheria um filme de 90 minutos apelam por enfiar goela abaixo do espectador seqüências sem a maior importância narrativa, dos cachorros zumbis (essa ao melhor estilo: os cães não podem faltar, por isso enfiem eles em algum lugar) ao personagem mordido que resolve esconder o machucado (coisa que já se tornou obrigatório em qualquer filme de zumbi), mas que, como não tinha importância na história, só serve para tomar uma bala na cabeça mais tarde.
Isso sem contar nas infinitas reuniões holográficas entre os chefões da Umbrella, que junto com as cenas do satélite na atmosfera terrestre e a computação gráfica apresentando o complexo (do jeito mais barato para a produção do filme) vão se repetindo sempre que possível, para ganhar mais um minutos.
A direção do experiente Russel Mulcahy (“Highlander” e “O Sombra”), também não ajuda, nesse caso, tenta impor uma apelo visual maior, já que a ausência de roteiro não o deixaria contar uma história, e fica longe de acertar na mosca.
A impressão que se tem é que, na tentativa de um apreço maior, Mulcahy resume tudo em slow motions e planos detalhes, sola de sapato sendo cortada (essa colado uma parte do vestido tendo o mesmo destino), o andar da personagem principal com a imagem ao nível do solo (além de qualquer outro movimento de Alice), isso sem esquecer de desacelerar qualquer luta ao máximo.
E os planos detalhes não acabam por aí, dá-lhe imagem fechada em um pote de moedas que caiu no chão, ou em um abajur afetado pela mesma gravidade (esses dois usados como susto, já que provavelmente os extras de zumbis deviam estar de folga), com espaço para uma ou outra maçaneta e algumas injeções de antivírus.
Em colaboração, ainda uma montagem confusa e uma fotografia que não se resolve com que luz iluminar a face da personagem principal, ora em close, de um modo plastificado (assim como as atuações), o resto das tomadas, esquecendo desse detalhe.
“Resident Evil: Extinção” pode até agradar a alguém que vai ao cinema para ver uma boa maquiagem (os zumbis lembram em muito os do clássico “Uma noite Alucinante”)e uma meia dúzia de ótimos efeitos especiais (como a explosão no final). Mas quem vai ao cinema com um pouco mais de vontade de ver um filme, vai sair reclamando, só não pode pedir o dinheiro do ingresso de volta, afinal, quem entrou já sabia o que poderia esperar (azar de quem entrar).
FICHA TÉCNICA:
Título Original: Resident Evil: Extinction
Gênero: Terror
Ano: EUA/Inglaterra/França/Alemanha/Austrália - 2007
Distribuidora: Columbia Pictures / Sony Pictures Entertainment
Direção: Russell Mulcahy
Roteiro: Paul W.S. Anderson
http://www.cranik.com/resident_evil3.html
ALUNO:Julio Cesar Cavalcanti da S.
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